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Domingo, 20 de Maio de 2012

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Natal Abre Temporada de Sair do SPC


Natal Abre Temporada de Sair do SPC


Comércio recebe inadimplentes com planos para renegociar dívidas e limpar o nome dos consumidores para as compras de Natal


O período de Natal não combina com o nome do consumidor “sujo” na praça. Para reverter essa situação ruim para o comércio e para os clientes, está aberta a “temporada” de reabilitação do crédito em Bauru. A dívida dos inadimplentes com o comércio bauruense nos últimos cinco anos soma quase R$ 24 milhões, conforme dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Contudo, o Natal é um indutor desta movimentação com as pessoas também recorrendo ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para renegociar suas dívidas e “limpar” o nome.O economista diretor de uma empresa de semijoias, Wagner Ismanhoto, garante que o comércio está de braços abertos esperando os devedores para um acordo. Ele cita que uma fatia considerável de consumidores está motivada a regularizar suas pendências, devido também ao aumento de renda para aquisição de bens.


O presidente da CDL de Bauru, Sérgio Evandro do Amaral Motta, explica que, no quarto trimestre do ano, é normal o aumento do número de pessoas com o nome com restrição cadastral no SPC. Ele esclarece que as inclusões no cadastro do órgão se mantêm estáveis em Bauru nos últimos quatro anos. No ano passado foram incluídas 27.434 pessoas no cadastro do SPC. Neste ano, até 30 de setembro, o número de inclusões era de 18.429. Motta diz que, a partir deste mês, o comércio enviará os nomes dos clientes com débitos vencidos para inclusão no cadastro do SPC e, por consequência, o número de inadimplentes com o comércio cresça nos próximos meses. No mesmo embalo, porém em ação inversa, o consumidor deve buscar uma recomposição dos débitos para poder voltar a comprar no comércio sem restrição de crédito. “O SPC existe para dar crédito e não para penalizar ninguém”, relembra Motta. Compras Segundo o presidente da CDL, nos meses de outubro, novembro e mesmo em dezembro, os devedores procuram o comércio para uma recomposição da dívida. O recebimento de parte do 13º salário impulsiona a regularização do cadastro de bom pagador para que o comprador vá às compras de final de ano. Motta explica que, atualmente, grande parte dos endividados se “enrola” para pagar o cartão de crédito. No entanto, as lojas de eletrodomésticos e móveis ainda respondem por grande parte do endividamento efetuado com o carnê, devido ao parcelamento entre 24 e 36 meses. O cartão de crédito tem prazos de parcelamento muito inferiores em relação ao carnê. O presidente da CDL avalia que o consumidor, por diversos contratempos, opta por manter os pagamentos das necessidades básicas, como alimentação, aluguel, luz, água, farmácia e escola. O consumidor também costuma priorizar o pagamento em dia de financiamento de carros e motos, segundo Motta, devido ao risco iminente da perda do bem. “As lojas procuram fazer uma acordo quando está inadimplente”, contrapõe. Várias empresas de Bauru autorizam a CDL a renegociar o débito dos inadimplentes. Motta comenta que há várias condições de negociação, com vantagens para o consumidor sair do SPC. Ele cita que há possibilidade de parcelar a dívida, derrubar juros, numa composição para que se defina o pagamento da dívida. Acordo ou briga?
O economista Wagner Ismanhoto ressalta que, no fim do ano, todos querem trocar presentes no Natal, mudar de carro, arrumar a casa, viajar e não há dinheiro que atenda todos os desejos. Então, o nome precisa estar “limpo” no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para fazer compras parceladas. Ismanhoto define que um acordo é a medida mais razoável para quem está com o nome na lista de devedores e, também, para o comerciante que acumula o prejuízo. Com a experiência de quem é diretor de uma empresa comercial, o economista define que deixar o caso ir parar na Justiça é um mau negócio.

Todo mundo sabe que uma negociação razoável é melhor do que uma boa briga. Especialmente no final do ano, as vendas aumentam e a busca por crédito cresce, e é natural que ocorra o movimento por parte dos devedores para limpar o nome”, ressalta.

Ele destaca como desvantagens de uma ação de cobrança judicial a lentidão do Poder Judiciário e os custos. “Quando chegar no final da história, se o juiz entender que o sujeito não tem condição de pagar, vai dividir em 800 vezes”, define. Ele explica que é natural um movimento das pessoas no sentido de reabilitar seu crédito nos meses que antecedem o Natal. Ismanhoto cita que o consumidor vivencia um misto de tradição com necessidade. De um lado, o brasileiro tem a cultura da compra a prazo e, de outro, sua renda é insuficiente para aquisições à vista.  “O brasileiro foi sendo doutrinado que, para ter as coisas, é necessário contrair dívida”, ressalta. O período de Natal não combina com o nome do consumidor “sujo” na praça. Para reverter essa situação ruim para o comércio e para os clientes, está aberta a “temporada” de reabilitação do crédito em Bauru. A dívida dos inadimplentes com o comércio bauruense nos últimos cinco anos soma quase R$ 24 milhões, conforme dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Contudo, o Natal é um indutor desta movimentação com as pessoas também recorrendo ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para renegociar suas dívidas e “limpar” o nome.


 


O economista diretor de uma empresa de semijoias, Wagner Ismanhoto, garante que o comércio está de braços abertos esperando os devedores para um acordo. Ele cita que uma fatia considerável de consumidores está motivada a regularizar suas pendências, devido também ao aumento de renda para aquisição de bens.
O presidente da CDL de Bauru, Sérgio Evandro do Amaral Motta, explica que, no quarto trimestre do ano, é normal o aumento do número de pessoas com o nome com restrição cadastral no SPC. Ele esclarece que as inclusões no cadastro do órgão se mantêm estáveis em Bauru nos últimos quatro anos.


No ano passado foram incluídas 27.434 pessoas no cadastro do SPC. Neste ano, até 30 de setembro, o número de inclusões era de 18.429. Motta diz que, a partir deste mês, o comércio enviará os nomes dos clientes com débitos vencidos para inclusão no cadastro do SPC e, por consequência, o número de inadimplentes com o comércio cresça nos próximos meses.


No mesmo embalo, porém em ação inversa, o consumidor deve buscar uma recomposição dos débitos para poder voltar a comprar no comércio sem restrição de crédito. “O SPC existe para dar crédito e não para penalizar ninguém”, relembra Motta.



Compras

Segundo o presidente da CDL, nos meses de outubro, novembro e mesmo em dezembro, os devedores procuram o comércio para uma recomposição da dívida. O recebimento de parte do 13º salário impulsiona a regularização do cadastro de bom pagador para que o comprador vá às compras de final de ano.

Motta explica que, atualmente, grande parte dos endividados se “enrola” para pagar o cartão de crédito. No entanto, as lojas de eletrodomésticos e móveis ainda respondem por grande parte do endividamento efetuado com o carnê, devido ao parcelamento entre 24 e 36 meses. O cartão de crédito tem prazos de parcelamento muito inferiores em relação ao carnê.

O presidente da CDL avalia que o consumidor, por diversos contratempos, opta por manter os pagamentos das necessidades básicas, como alimentação, aluguel, luz, água, farmácia e escola.

O consumidor também costuma priorizar o pagamento em dia de financiamento de carros e motos, segundo Motta, devido ao risco iminente da perda do bem. “As lojas procuram fazer uma acordo quando está inadimplente”, contrapõe.
Várias empresas de Bauru autorizam a CDL a renegociar o débito dos inadimplentes. Motta comenta que há várias condições de negociação, com vantagens para o consumidor sair do SPC. Ele cita que há possibilidade de parcelar a dívida, derrubar juros, numa composição para que se defina o pagamento da dívida.

Acordo ou briga?


 
O economista Wagner Ismanhoto ressalta que, no fim do ano, todos querem trocar presentes no Natal, mudar de carro, arrumar a casa, viajar e não há dinheiro que atenda todos os desejos. Então, o nome precisa estar “limpo” no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para fazer compras parceladas.

Ismanhoto define que um acordo é a medida mais razoável para quem está com o nome na lista de devedores e, também, para o comerciante que acumula o prejuízo. Com a experiência de quem é diretor de uma empresa comercial, o economista define que deixar o caso ir parar na Justiça é um mau negócio.

“Todo mundo sabe que uma negociação razoável é melhor do que uma boa briga. Especialmente no final do ano, as vendas aumentam e a busca por crédito cresce, e é natural que ocorra o movimento por parte dos devedores para limpar o nome”, ressalta.
Ele destaca como desvantagens de uma ação de cobrança judicial a lentidão do Poder Judiciário e os custos. “Quando chegar no final da história, se o juiz entender que o sujeito não tem condição de pagar, vai dividir em 800 vezes”, define.
Ele explica que é natural um movimento das pessoas no sentido de reabilitar seu crédito nos meses que antecedem o Natal. Ismanhoto cita que o consumidor vivencia um misto de tradição com necessidade. De um lado, o brasileiro tem a cultura da compra a prazo e, de outro, sua renda é insuficiente para aquisições à vista.  “O brasileiro foi sendo doutrinado que, para ter as coisas, é necessário contrair dívida”, ressalta.



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